Resenha - The Light of the Jedi, de Charles Soule

Ah, Star Wars. Quando eu achava que você não poderia me surpreender mais, você não só me dá um Baby Yoda, como também um dos melhores livros canônicos que já li. Eu devido que você não conheça Star Wars, então vou pular toda introdução. Caso não saiba, bem, saia de dentro de sua caverna.


Já a Alta República é um ponto mais obscuro do universo. Fora da ficção, a Alta República é uma iniciativa literária da Lucasfilm que visa contar através de livros e quadrinhos uma série de histórias conectadas, tudo planejado pelos próprios autores.


Já dentro do universo, este é um período que ficou conhecido como o ápice da prosperidade e paz na galáxia, até que um grupo de saquiadores capazes de usar o hiperespaço de uma forma jamais vista causa o Grande Desastre.


Hoje, nós faremos a resenha de The Light of the Jedi, de Charles Soule.

O cargueiro Legacy Run está levando um grupo de colonizadores para o Outer Rim, a região mais afastada da galáxia, quando eles são surpreendidos por um obstáculo no hiperespaço – algo que supostamente é impossível, considerando que todas as rotas são muito bem calculadas antes de qualquer pulo, para garantir que as naves não batam em asteroides ou planetas ou outras naves.


Na tentativa de se salvarem, o cargueiro tenta desviar, colocando tanto estresse no casco da nave, que ela se rompe em milhares de pedaços. Pela natureza do hiperespaço, estas partes de metal são lançadas em pontos aleatórios pelo espaço real na velocidade da luz. Qualquer um destes fragmentos, podem destruir um planeta ou sistema inteiro, como é o caso de Hetzal.


Uma grande parte do Legacy Run se aproxima de Hetzal Prime, o maior planeta do sistema, e suas duas luas. Por sorte, algumas naves da Alta República com alguns Jedi a bordo estavam a meio-caminho de Hetzal, chegando antes das Emergências – como ficam conhecidos os fragmentos do cargueiro quando chegam ao espaço normal.


Quando eles finalmente pensam que salvaram o planeta e suas luas, descobrem um tanque de tibana, um líquido usado como combustível de hiperespaço, está indo em direção ao sol, o que significa que todo o sistema está em perigo.

Por outro lado, temos os Nihil, os saqueadores que causaram as Emergências e como eles continuaram a causar o caos pela galáxia.


Para alguém que está cansado de ter o Império – e estou incluindo a Primeira Ordem aqui, já que eles nada são além de um Império 2.0 – como inimigo principal de Star Wars, os Nihil são um copo de água fresca. Eles são completamente diferentes e você não sabe o que esperar deles a seguir; e quando você acha que pode prever, eles fazem algo que muda tudo. Chega de stormtroppers incapazes de acertar uma pessoa.


Saindo também do que estamos acostumados, a Alta República é um cenário completamente diferente. Os Jedi são mais pomposos, mas parecem estar muito mais em conexão com a Força do que nos prequels. Então, estou extremamente curioso para saber o que os fizeram mudar tanto.


Vocês devem ter reparado que eu não falei de nenhum personagem específico. A história em The Light of the Jedi, não é sobre um único personagem, mas vários. Você consegue acompanhar cada um deles, consegue entender a história tranquilamente, mas eles, principalmente os Jedi, mesclam de uma forma que é bem difícil distingui-los – todos os Jedi, por exemplo, são corajosos e heroicos, mas isto é algo que a própria ordem o é. O mais interessante, porém, é como cada um vê e interpreta a Força: pra um, é uma música; pra outro, um oceano infindável. Porém, ao mesmo tempo, este livro é sobre a ordem e o desastre, não apenas um Jedi.




The Light of the Jedi é um daqueles livros que eu recomendo pra qualquer um, mesmo não sendo fã de Star Wars, e caso você seja, por que ainda não leu? Espero que alguma editora anuncie logo que vão traduzir e publicar! Dou a este livro 4de5 Týrs.

Se já leu, deixe nos comentários!


Um forte abraço e nos vemos em breve,

Leandro Zapata

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