Resenha - Os Pilares da Terra, de Ken Follet

Texto de Keila Muniz (@kmuniz15)

Em um cenário de luta por poder entre os pretendentes ao trono, a história gira em torno de personagens mais comuns, que embora não façam parte disso, são afetados pelo estado de incerteza causado pela disputa política.

Em especial, Tom, o Construtor, e sua família; o padre Philipe, Jack e Aliena e o impiedoso William Hamleigh.

A história começa com Tom e sua família palmilhando as estradas em busca de um novo trabalho. Cidade após cidade sem nada conseguir, em uma destas viagem acabam conhecendo Ellen, uma intrigante mulher que está criando seu filho estranho na floresta.

Enquanto isso, com a morte do rei começam as disputas políticas que se estendem por todos os condados, começando com os Hamleigh invadindo o condado de Shiring e levando preso o seu Lorde acusado de traição, e assim recebendo a posse do condado como recompensa do atual rei.

Após o ataque, a jovem Aliena e seu irmão caçula permanecem escondidos no castelo na companhia de um criado. Até que William, o vingativo noivo que ela rejeitou e humilhou toma posse do castelo, cometendo todo o tipo de barbaridades com a jovem e seu irmão, que conseguem fugir, futuramente encontrando-se em Kingsbridge, onde estão a maior parte dos personagens principais e onde se passa quase toda a trama.


A história possui muitas reviravoltas com um arco incrível de personagens únicos e bem construídos. Com quase mil páginas, o livro acompanha praticamente toda a vida de alguns deles.

É uma história instigante com um cenário medieval bastante detalhado, com grande foco nas construções da época. Trata-se de intrigas, a busca pelo poder e, acima de tudo, a busca pela justiça, que é falha e favorece àqueles com grandes posições hierárquicas.

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