Resenha - Jurassic Park, de Michael Crichton

Olá leitores, tudo certo?

Quem não ouviu falar de Jurassic Park? Desde o filme de 1993 que mudou o jeito que se faz cinema e influenciou toda uma geração de crianças, Jurassic Park tem sido parte da cultura pop desde então. O que poucas pessoas sabem, é que o filme é baseado no livro, apesar de ser um bicho completamente diferente. Tirando os nomes de personagens, quase tudo que acontece no livro é diferente do filme.


Contudo, ainda assim, foi uma das leituras mais gratificantes que já tive. A história é cativante, os acontecimentos fazem sentido – considerando a época que foi escrito, já que, diferente de hoje, a tecnologia do passado era completamente diferente e algumas coisas que temos hoje, poderiam facilitar muito a vida deste grupo de pessoas – e o autor escreve de uma maneira cativante.


Hoje, realizaremos a resenha de Jurassic Park, de Michael Crichton.

Não me prenderei muito aqui, pois todos vocês conhecem a história: um grupo de especialistas é convidado para serem os primeiros visitantes de um “zoológico” de animais pré-históricos. Um cara babaca é burro o bastante para desativar as cercar e liberta os animais. Os visitantes precisam sobreviver enquanto são caçados por velocirraptors, T-Rex e outros dinossauros.


Enquanto o livro conta essa mesma história, as coisas acontecem de uma maneira diferente, principalmente nos detalhes. O advogado, por exemplo, não é um magrelo careca, mas um homem forte, alto e que sai no mano-a-mano com um velocirraptor.


Ou as crianças. Tim é mais velho que Lex e é a parte não-irritante da dupla. Diversas vezes, ele salva a sua vida e a de Lex, incluindo quando os computadores precisam usados para reativar os sistemas do parque. Algumas mortes também acontecem de uma maneira diferente, mas falar delas já é spoiler.


Eu desenvolvi algumas opiniões fortes sobre esse livro, principalmente sobre um personagem específico. As primeiras cinquenta páginas, mais ou menos, são maçantes. Por alguma razão, Michael decidiu começar o livro explicando sobre biologia e corporações. Sei que esta foi a maneira que ele escolheu para fazer seu worldbuilding, e o resultado é ótimo, mas a construção é entediante.

Entretanto, o livro ganha acelera a partir do momento em que os personagens principais começam a se envolver na história. Quando Alan apresenta seu sítio arqueológico e demonstra seu conhecimento sobre os dinossauros – o que é uma das partes mais fascinantes do livro, pois ou suas teorias são confirmadas ou são completamente arruinadas; de um jeito ou de outro, ele, e nós, ficamos absortos nas descobertas.


Nedry é um dos piores personagens deste livro, logo acima do último, e é o catalizador de tudo que acontece, assim como no filme. Por alguma razão sem sentido, ele decide desligar as cercas dos animais. Eu entendo que ele tinha que desligar algumas coisas para garantir que não fosse descoberto roubando os genes, mas por que diabos ele desliga as cercas? Não me lembro de ter lido uma razão plausível, sem contar que ele é um grande de um babaca.


Agora, para mim, o pior personagem de todos é Ian Malcolm, o matemático e pessoa mais irritante de todos os livros que já li – até mais irritante que a Brianna, de O Florescer do Fogo. Ele tem o ego tão inflado que, só de ler suas falas, eu revirava os olhos. No fim das contas, ele estava certo, é claro, mas isto não o redime de sua chatice. Sem dúvida, o charme de Jeff Goldblum salvou esse personagem nos filmes.


Jurassic Park foi uma das leituras que eu mais antecipei – não só eu tenho o livro há uns 5 anos, como eu cresci amando dinossauros por causa do filme. No fim, Michael Crichton foi capaz de suprir minhas expectativas. Dou a este livro 4de5 Týrs.


Vocês já leram? O que acharam? O que vocês querem que eu leia a seguir? Deixem nos comentários!

Um forte abraço e nos vemos em breve,

Leandro Zapata.

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