Resenha - Daughter from the Dark, de Marina e Sergey Dyachenko

Olá leitores, tudo certo?

Um dos livros mais aleatórios que já li, pois jamais imaginei que um dia leria um livro de literatura ucraniana. Cheguei a este livro através do Goodreads e, quando vi a sinopse, eu decidi que deveria ler. Era, supostamente, um livro sombrio, com mistérios e reviravoltas – alguns que, mesmo após a leitura, continuam não resolvidos.


Hoje, realizaremos a resenha de Daughter from the Dark, de Marina e Sergey Dyachenko.

Este livro conta a história de Aspirin – ou Alexey; de fato, eu preferiria que ele não tivesse esse apelido, pois nada mais é que “aspirina” em inglês –, um jovem radialista e DJ que, quando ajuda uma menininha perdida em um beco, descobre que ela é sua filha com uma mulher com quem, anos antes, ele ficou. No entanto, o estranho e adulto comportamento da menina, além da visita de um homem misterioso e o fato de não se lembrar de mulher ou ter sequer estado na cidade de onde a menina supostamente vem, o faz desconfiar do que acontece.


Alyona, a filha, diz ser de um mundo perfeito, porém, onde é impossível se ter criatividade. Ele vem desse mundo buscando por seu irmão, que busca em nossa imperfeição criar novas músicas. Este irmão, porém, foi corrompido por nosso mundo e esqueceu-se de quem é ou de onde veio.


Mesmo com todos os conflitos entre eles, Alexey e Alyona moram juntos em seu apartamento, e ele “banca” a jornada da garota – comprando diversos violinos, pagando médicos, matriculando-a numa escola de música – que precisa aprender a tocar o instrumento para conseguir “despertar” seu irmão tocando sua música (neste universo, pessoas, sentimentos e tudo o mais possui uma “música”, uma melodia).


Durante toda sua estadia, que dura mais ou menos um ano, Alexey vive um eterno conflito, sem saber se o que a menina diz e faz são ações reais; se ela é de fato sua filha; ou se ele não está perdendo completamente a cabeça.


Apesar de ter um conceito muito interessante, o livro não é muito voltado para a parte fantástica da história, que apenas engata apenas nos últimos capítulos. Não há muitas cenas de ação e o ritmo é bem lento em algumas partes, mas no geral, é bem engajante.

Confesso que o comportamento de Aspirin é muito, muito irritante para mim; ele age de maneira imatura o tempo inteiro. Se eu estivesse no lugar dele, teria feito as coisas de uma maneira completamente oposta.


Daughter from the Dark é, no mínimo, diferente de tudo que já li. O universo trabalhado nele é muito criativo e interessante, mas não é muito bem explorado.

Dou a este livro 3de5 Týrs.

Um forte abraço e nos vemos em breve,

Leandro Zapata

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