Não existe bloqueio criativo

Olá escritores, tudo certo?

Agora, com uma parceria com a incrível autora, Carol Vasconcelos, traremos uma nova série de dicas de escrita! Vamos segui-la no instagram, insvernos em seu canal no youtube e apoiar seus trabalhos.


Dizer que esse fenômeno que assombra grande parte dos escritores não existe é quase um sacrilégio, eu sei.

Contudo, é sabido que bloqueio criativo acontece quando você perde, temporariamente, a capacidade de organizar suas ideias de forma que elas façam sentido ou mesmo de saber o que fazer com a história. Eu digo, porém, que há formas de evitar que isso aconteça.


Muitas pessoas tendem a achar que, pelo fato de literatura tratar-se de uma arte, um escritor pode depender somente de sua inspiração para criar e que, além disso, criatividade é um dom nato e inspiração é algo mágico. E aí está uma grande armadilha que muitos de nós caímos.


E aqui vamos, então, precisar nos deter a essas duas coisas: Criatividade e Inspiração. O pesquisador norte americano Steven Johnson dedicou-se a estudar de onde surgem as boas ideias. Depois de anos, ele chegou à algumas conclusões interessantes: Criatividade pode ser desenvolvida, o processo criativo não é repentino e as ideias não surgem do nada.


Segundo o pesquisador, a criatividade é uma habilidade que pode ser adquirida, estimulada e trabalhada. Desta forma, todos nós temos essa capacidade de desenvolver novas e boas ideias. Além disso, o processo criativo, como o próprio nome já denuncia, é um processo. Ou seja, aqueles surtos de inspiração repentina são, na verdade, ideias que já estavam dormentes em nosso cérebro aguardando pela conexão correta a ser feita. E elas surgem, na grande maioria dos casos, da junção de elementos que nós já temos, normalmente em momentos de menor atividade cerebral.


Sendo assim, entendemos que uma ideia surge quando nosso cérebro faz novas conexões, combinando informações já existentes e criando algo novo, principalmente nos momentos de relaxamento. Inclusive, é justamente nisso que se baseia o cientista e sociólogo italiano Domenico De Mais para falar sobre o ócio criativo.


As minhas melhores ideias vêm, normalmente, quando estou envolvida em atividades que nada tem a ver com a escrita: às vezes no banho, lavando a louça ou mesmo quando estou quase adormecendo. É nesses momentos que meu cérebro está mais relaxado ou fazendo uma atividade mecânica e, então, faz combinações novas a partir de elementos pré-existentes.


Contudo, é importante lembrar que isso só ocorre porque eu trabalhei muito na minha história em outros momentos, estudei sobre narrativa e construí o conhecimento que hoje faz parte de mim. Segundo Steven Johnson, quanto mais conexões mentais forem realizadas, maior a chance de se ter boas ideias. Por isso, quanto mais você se dedicar ao seu livro, trabalhar duro e criar elementos para que seu cérebro faça mais combinações, melhor.


Podemos concluir, portanto, que o bloqueio criativo nada mais é do que a ausência ou insuficiência de um árduo trabalho anterior ao de, com efeito, se escrever o livro.


O que acharam? Deixe nos comentários!

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