Fase Um - Ano Dois: Antes do Oceano

Olá leitores, tudo certo? Leandro aqui mais uma vez o/

Ao fim do ano passado, a autora Juliete Vasconcelos, fundadora do projeto Eco Literário e autora da trilogia O Ceifador de Anjos, aceitou fazer comigo uma antologia de fantasia, e seria a primeira que eu organizaria e desenvolveria.

Escolhi Atlantis por ser, não apenas uma das lendas mais conhecidas do mundo, mas pelo potencial que existe no continente; todas as histórias que li sobre Atlantis - ou Atlântida, como preferir - sempre contam sobre seu fim, sua destruição. Então, eu me perguntei: o que aconteceu antes? Como eles viviam? Antes do Oceano - Crônicas de Atlantis veio para começar a contar essa história.


Com os talentos de Ana Luisa Tavares, Yan de Oliveira Araujo, Laura de Mello, Felipe Ribas e Adriano Léo Araujo, a antologia reúne as histórias dos sete reinos de Atlantis e seus moradores - e logo mais, teremos mais histórias sobre essa parte do Sétimo Universo.

Antes de chegarmos na sinopse, vou deixar aqui em primeira mão um resumo dos momentos mais importantes da História de Atlantis.

E esta antologia deu início ao segundo ano da Fase Um do Sétimo Universo!


(11.542 a.C.) Ano 1 de Atlantis, 1º Ano do Reinado de Rae’au – os sete Maga’zi Ka’inanum – assim ficaram conhecidos os sete pais das famílias – chegaram a Atlantis, como chamaram o lugar em que pisaram. O mais velho deles, Rae’au Kehadi foi escolhido como rei, o primeiro. Construíram uma vila chamada Bhetí. Durante esse mesmo ano, Rae’au adoeceu, uma mulher veio do norte do continente, de terras misteriosas e inexploradas. Essa mulher chamava-se Sha’mnom. Com sua magia, ela curou o rei, que se apaixonou por ela. Casaram-se – ela fora sua quinta esposa, mas foi aquela a ser chamada de Rainha. Como os primeiros Rei e Rainha, eles governaram por 211 anos – Rae’au morreu com 233 anos. Durante esse período, Sha’mnom ensinou magia para alguns escolhidos que detinham potencial, seus alunos ficaram – e os que usassem magia depois deles – conhecidos como Sha’man.




(11.331 a.C.) Ano 211 de Atlantis, 1º Ano do Reinado de Liram – É coroado Liram Kehadi, o mais velho de quase setenta irmãos, torna-se rei aos 102 anos – não existe o conceito de outros títulos monárquicos, como duque ou conde, só um príncipe, que é apenas o herdeiro direto do trono; portanto, enquanto Liram não teve filhos, seu irmão – e segundo filho de Rae’au – era o único príncipe. Por isso, todos os outros irmãos tornaram-se plebeus e viviam entre o povo. Todos os outros filhos tomam sobrenomes para si quando fazem 25 anos – antes disso, eles tinham apenas o primeiro nome.

As filhas do rei, independente da ordem que nasçam ou de qual mãe, assumem o sobrenome dos maridos ao casarem-se. É prática comum que os herdeiros do trono se casem com uma de suas meias-irmãs – filhas do rei, porém de outra mulher que não seja a rainha e sua própria mãe (por exemplo, Rae’au casou-se com Sha’mnom, quem deu luz a Liram; este, por sua vez, casou-se com Hillian, filha de Rae’au e sua primeira esposa, Lynx).

Houve uma exceção, alguém que contrariou a lei e cultura e tomou para si o sobrenome Kehadi. Q’illian Kehadi era o filho mais novo de Rae’au e tentou usurpar o trono para si.


(11.329 a.C.) Ano 214 de Atlantis, 3º Ano do Reinado de Liram – Q’illian, com uma quantidade grande de seguidores, tentou um golpe contra o Rei Liram. Ele falhou, pois não detinha Sha’mans ao seu lado. Ele foi expulso de Bhetí e mandado para a ilha do leste, onde fundou o Reino de Ankar e mudou seu nome para Mach’iberi. Neste mesmo ano, devido ao desgosto de ver dois de seus filhos levantarem uma guerra que desonrou o nome de Rae’au, a Rainha Mãe Sha’mnom faleceu. Este momento na história ficou conhecido como a Revolta do Usurpador. Liram governou por 99 anos, morrendo com 201 anos.

Neste ponto, a população de Bhetí era mais de vinte e duas mil pessoas – sendo que vinte e um mil viviam em Bhetí e o resto estava espalhado por todo continente. Durante 981 anos, Bhetí e Atlantis prosperou. Cidades e vilas surgiram em todos os cantos, a maioria nascendo dos próprios filhos e descendentes de reis e plebeus. Houve dez reis.


(11.232 a.C.) Ano 310 de Atlantis. Thoron Kehadi, sexto filho de Liram – os cinco mais velhos morreram na Revolta do Usurpador – assume o trono com 74 anos de idade. Seu reinado durou 122 anos. Morreu aos 196 anos.


(11.110 a.C.) Ano 432 de Atlantis. Loth’so Kehadi, segundo filho de Thoron – o primeiro foi escolhido para se tornar Sha’man, abdicando do trono – assume o trono aos 95 anos. Seu reinado durou 111 anos. Morreu aos 206 anos.


(10.999 a.C.) Ano 543 de Atlantis. Toth Kehadi, primeiro filho de Loth’so, assume o trono aos 85 anos. Seu reinado durou 85 anos. Morreu aos 170 anos.


(10.914 a.C.) Ano 628 de Atlantis. Shog’ar Kehadi, primeiro filho de Toth, assume o trono aos 109 anos. Seu reinado durou 90 anos. Morreu aos 199 anos.


(10.824 a.C.) Ano 718 de Atlantis. Yig’yak Kehadi, décimo terceiro filho de Shog’ar – os doze primeiros abdicaram ao trono para explorar Atlantis, Ankar e o mundo – assume o trono com 68 anos. Seu reinado durou 170 anos. Morreu aos 238 anos.


(10.654 a.C) Ano 888 de Atlantis. M’ell Kehadi, primeiro filho de Yig’yak, assume o trono aos 103 anos. Seu reinado durou 138 anos. Morreu aos 241 anos.


(10.516 a.C) Ano 1026 de Atlantis. Ryken Kehadi, primeiro filho de M’ell, assume o trono aos 91 anos. Seu reinado durou 76 anos. Morreu aos 167 anos.


(10.440 a.C.) Ano 1102 de Atlantis. Dryt Kehadi, segundo filho de Ryken – o primeiro abriu mão do trono para viver como fazendeiro – assume o trono aos 88 anos. Seu reinado durou 118 anos. Morreu aos 206 anos.


(10.352 a.C.) Ano 1190 de Atlantis. Archris Kehadi, primeiro filho de Dryt, assume o trono aos 110 anos. Seu reinado durou 80 anos. Morreu aos 190 anos.


(10.272 a.C.) Ano 1270 de Atlantis. Fahin Kehadi, o jovem, único filho de Archris, assume o trono aos 15 anos – seu pai, devido a doenças genéticas, foi incapaz de ter filho durante toda sua vida com nenhuma de suas esposas; sua décima-terceira esposa com apenas 21 anos, porém, quando Archris estava com 175 anos, dá luz a Fahin.


(10.251 a.C.) Ano 1291 de Atlantis. 21º ano do reinado de Fahin Kehadi. Q’illian Mach’iberi usou magias sombrias e sinistras para manter a si e alguns servos vivos – a custa da vida de vários bebês. Ele ataca Bhetí com ajuda de forasteiros – uma armada marítima vinda de Ciphar, continente abaixo de Atlantis, mais especificamente do reino de Rit’ad – e de criaturas chamadas Arrats, os ressurretos – cadáveres controlados pelos magos sombrios de Ankar. Histórias sobre Maga’zi Ka’inanum e os primeiros reis são praticamente lendas passadas através das gerações, por isso, eles são pegos de surpresa. Em uma noite, que ficou conhecida como Saif Inargur, Noite Sem Lua.

O Rei Fahin é envenenado. Após a morte de seu pai, o filho mais velho Zaked Kehadi consegue vencer Q’illian. Após a morte do rei de Ankar, as pessoas de Ciphar voltam para seu país. Bhetí se torna um lugar inabitável, forçando seus moradores a abandonar a cidade – que se torna morada dos Arrats. O segundo filho de Fahin, Sylrah Kindrall, se voluntaria para governar Ankar.

Durante essa noite, todos os Sha’man e seus registros foram destruídos. Como não havia ninguém com esse conhecimento e por causa do exôdo de Bhetí, toda magia restante estava na tecnologia de Atlantis. Eles não sabiam como criar magia, mas eram capazes de manipular e re-propositar da existente.


Zakev Kehadi, primeiro filho, funda o reino de Fahin, em homenagem ao seu pai. Neste reino está as ruínas de Bhetí.

Sylrah Kindrall, segundo filho, torna-se rei de Ankar (a.k.a. o Reino Artificial) cuja capital Ankarplut é construída de metal, com muralhas, paredes e um castelo de metal. Aos arredores, fábricas constroem barcos voadores e outras tecnologias. É um reino com uma vibe steampunk (menos armas de fogo). Dos sete reinos, é o mais antigo e estável. A maior ilha do arquipélago é uma terra completamente infértil e cinzenta, devido a grande quantidade de metal no solo – metal este explorado pelos ankarianos. Já a terceira ilha, a leste, é dominada por animais selvagens e indomáveis.

Edruth Herden, terceiro filho, parte para o extremo norte de Atlantis, onde funda o reino Yak’tsa. Eles se isolam totalmente, sem qualquer interação com os outros reinos.

Elver Sinkhughs, quarto filho, funda o reino de Ko’k’n.

Neywell Oak-fall, quinto filho, funda o reino de Mal’fu.

Bethra Satanwe, sexta filha, funda o reino de Pochdangor. Como a primeira Rainha sem rei de Atlantis, há uma inversão cultural – ao invés de príncipe, é uma princesa; ao invés da mulher tomar o nome do marido, é a mulher que toma o nome do pai e passa para o marido.

Renrrel Jarson, sétimo filho, funda o reino de Teale.


(10.228 a.C.) Ano 1314 de Atlantis. Em Ankar, uma garota de 21 anos cujo nome ninguém sabe afirma ser Sha’mnom renascida, usando magia que parece muito com a antiga magia de Bhetí. Jovens dos seis reinos – sendo Yak’tsa aqueles que não enviam – viajam até Ankar para aprender e estudar com Mãe Sha’mnom – entretanto, essa magia é sombria e muito parecida com a praticada por Q’illian, mas ninguém é capaz de distinguir. Os estudantes são chamados de Sym’cra.


(10.168 a.C.) Ano 1374. ANTES DO OCEANO – CRÔNICAS DE ATLANTIS


MAIS SOBRE A CULTURA

As histórias da antologia irão se passar nesse ano – com uma margem de dez anos para frente ou para trás. Os Sym’cra são treinados para adorar Mãe Sha’mnom e o Primeiro Rei Rae’au; eles espalham histórias de seu retorno e que um dia irá travar uma batalha com Rākṣasō, o grande monstro marinho que irá engolir toda Atlantis.


Existem três grandes eventos na vida dos Atlânticos, sendo dois anuais:

O primeiro é o Azhk Ta’vat, ou Dia do Nome, quando os jovens passam por um ritual de passagem em que escolhem seu nome.

O segundo é o Azhk Arr’vi, ou Dia da Chegada, quando os sete Maga’zi Ka’inanum chegaram a Atlantis.

O terceiro, e mais recente, é em memória a Saif Inargur.


Acharam interessante? Esperem, então, para ler A Guerra das Sete Família, o primeiro livro da trilogia Reis de Atlantis escritos por Luiz Junior!

Sinopse:

Os sete reinos de Atlantis correm perigo.

Os Sym’cra, sacerdotes da poderosa Mãe Sha’mnom e únicos detentores da magia em Atlantis, ganham cada vez mais poder e influência sobre os reis.

O povo começa a se revoltar contra seus líderes; herdeiros do trono de Ankar tomam o castelo e iniciam uma guerra civil. Crianças são levadas de suas vilas sem explicação. Um antigo mal retorna para assombrar e recuperar o poder que perdera.






Querem entrar em Atlantis antes de Os Reis de Atlantis? Adquira uma cópia comigo mesmo através do Facebook nesse link; se não, só procurar por mim na Submarino, Amazon ou Americanas.


Um forte abraço e nos vemos em breve,

Leandro Zapata

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