3 Segredos Poderosos de Contação de Histórias de Deixados para Trás

Olá escritor, tudo certo? Leandro aqui o/

Vocês se preocupam, toda vez que se sentam atrás de um teclado para escrever, que sua escrita não será boa o bastante?

Eu também.

Mas Jerry Jenkins, com seus livros, Deixados para Trás, tem uma ótima diga para mim e para vocês:


por Jerry Jenkins | tradução de Leandro Zapata

Mesmo depois de escrever a série Deixados para Trás, a qual vendeu mais de 60 milhões de cópias pelo mundo e continua vendendo mesmo depois de 24 anos de seu lançamento, eu ainda tenho que encarar o medo toda vez que começo um novo livro.


Por que admitir isso?

Porque sou prova viva de que você pode obter sucesso neste jogo apesar do medo de falhar. De fato, eu acredito que o medo é um bom motivador e deveria ser abraçado. Abraçado? Sério?


Sim, porque medo é válido! Existe muita competição. Nossa escrita pode não estar boa o suficiente. Então, não tente superar seu medo com auto-conversa. Tenha medo, e deixe que seu medo de origem a melhor escita que você conseguir. É trabalho duro que leva ao sucesso.


Eu vou sugerir três possíveis razões por que a série Deixados para Trás se tornou um fenômeno, então, fique comigo. Mas antes, deixe-me responder uma pergunta que muitos escritores me fazem: “Como se escreve um best-seller?”

Você não escreve.


Você não pode montar este tipo de sucesso. Mas você pode fazer essas três coisas para dar uma chance a você a sua escrita a melhor chance de sucesso:

1. Escreva com sua paixão

Se você não levar nada deste post, leve isso: eu não tento escrever bestseller, eu nunca tento. Se você escrever, estará tentado a seguir todas as modinhas e tendências do momento.

Este é um jogo de tolos. Modas, por sua definição, vem e vão. Tente escrever em uma, e será bem provável que será notícia atrasada quando seu livro lançar.

Eu escrevo do fundo do meu coração sobre algo profundamente importante para mim. Eu queria sinceramente compartilhar isso com o maior número de pessoas possível.

Dica: tome cuidado. Se seu livro é pesado nas mensagens, não deixe que se torne um sermão mascarado de história.


2. Engaje o teatro dentro da mente de seu leitor

Você já me ouviu dizer isso antes, e eu vou dizer outra vez: já se perguntou por que muitas pessoas dizem, “O livro é melhor do que o filme”?

É porque nem mesmo Hollywood – com todas as técnicas de CGI na ponta dos dedos – podem competir com o poder a imaginação humana. Se você consegue fazer com que seu leitor veja a história em sua mente, você o manterá virando as páginas até o fim da história.

Dica: isto não significa dar de colher a ele cada detalhe. Você está estimulando o teatro de sua mente, não fazendo seu trabalho. Deixe ao leitor ter a diversão de preencher os espaços com sua própria imaginação.


De Deixados para Trás:

“Ritz era alto e magro com um rosto desgastado e um choque de cabelos grisalhos...”

Veja que eu não descrevi o quão algo ou magro. Não disse nada sobre seus dentes. Nem sobre a cor de seus olhos. Revelei sua idade.

Cada leitor verá seu personagem como desejar, e por que não?


3. Deixe a descrição como parte da ação

Nada mata uma história como uma longa passagem de descrição. Se você é poeticamente brilhante como Rick Bragg (All Over but the Shoutin’) ou Charles Frazier (Cold Mountain), tudo tem. Se você tem isso, afunde-se nisso.

Mas o resto de nós, meros humanos, precisamos puxar nossos leitores para dentro de cada cena sem interromper ou acordá-los de nossa escrita. Então, ao invés de parar para fazer uma pintura antes de descrever o que acontece, faça as descrições parte do fluir da narração, como este trecho de Deixados para Trás:


Um de nossos muitos personagens, Buck Williams, está desesperado de sair do Aeroporto de O’Hare de Chicago no meio do desastre. Uma jovem mulher atrás do balcão no lounge de uma companhia aérea o diz:

“‘As empresas de uniforme se unirão e moveram seu centro de comunicações para uma faixa mediana no cruzamento da Estrada Mannheim.’

‘Onde é isso?’

‘Logo depois do aeroporto. Não tem muito trânsito saindo dos terminais, de qualquer forma. Bloqueio total. Mas se você puder andar até o cruzamento, você supostamente vai encontrar muitos homens com walkie-talkies tentando entrar nas limosines e sair de lá.’

‘Posso imaginar os preços.’

‘Não, provavelmente não pode.’

‘Posso imaginar a espera.’

‘Como esperar em uma fila de aluguel de carros em Orlando,’ ela disse.

Buck nunca tinha feito isso, mas podia imaginar como era, também. E ela tinha razão. Depois de caminhar com a multidão até o cruzamento da Mannheim, ele encontrou um grupo de pessoas circundando os expedidores...”


Eu evitei a tentação de descrever esta cena com a visão de pássaro antes de chegar ao que aconteceu. Deste jeito, você consegue ver as coisas são enquanto a ação está acontecendo.

Mantenha estes segredos de contação de história em mente, e você irá puxar seu leitor como nunca antes.


E vocês? Já escreveram assim? Se não, acharam que essas dicas ajudaram? Eu, com certeza, usarei esse curto texto de Jerry para melhorar meus próximos capítulos!

Um forte abraço e nos vemos em breve,

Leandro Zapata

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